Acordo de Paz entre Israel e SÃria?

Esta semana, a sociedade israelense foi surpreendida como uma notÃcia vinda de Ankara na Turquia, Damasco na SÃria e Jerusalém em Israel, ao mesmo tempo, anunciando que foram iniciadas uma série de conversações diplomáticas que deverão levar Israel e SÃria a chegar a um acordo de PAZ.
Acordo de Paz ou Estratégia na PolÃtica interna.
Segundo a maioria das pessoas em Israel, ou seja mais de 70% da população segundo uma pesquisa realizada pelo canal 2, tudo não passa de uma grande farsa, uma simples tentativa de Ehud Olmert de desviar as atenções sobre as investigações e acusações pesadas que a polÃcia de Israel têm realizado contra ele.
Segundo a maioria dos israeleneses, o Primeiro Ministro Ehud Olmert não tem a menor condição e nem mesmo a autoridade de realizar nenhuma negociação a respeito da SÃria, pois se encontra na mais baixa popularidade que um primeiro ministro de Israel ja teve em toda a história, apenas cerca de 22% crê que ele é capaz de governar o paÃs.
O maior problema é que o governo mesmo diante do fracasso total que se encontra desde das últimas eleições, obtém a maioria absoluta, um total de 78 cadeiras em um parlamento de apenas 120 parlamentares, o que torna impossÃvel a oposição de derrubar o governo e convocar novas eleições.
Fraquesa de Bashar Assad o leva a ceder.
O ditador da SÃria,Bahsar Assad, que foi eleito por uma duvidosa comunidade que se considera "representante do povo" na SÃria, também está em uma situação muito delicada, pois desde a Guerra do LÃbano, Israel deixou claro que tem força o suficiente para arrasar o território de qualquer um de seus inimigos em poucos dias, pois o mundo jamais poderá esquecer o que restou do LÃbano em apenas uma semana de combate.
Além disso, a cerca de um ano e meio atrás, Israel bombardeou o que seria o plano da SÃria de montar uma usina nuclear, deixando no lugar somente destroços do projeto auxiliado pela Coréia do Norte.
Além disso, diante do que está ocorrendo no LÃbano, com a tentativa do Hebollah de tomar o poder alÃ, cresce na SÃria o medo de que seu aliado se torne em breve seu inimigo, financiado pelo Irã, o Hezbollah e o Hamas têm se tornado cada vez mais influentes e mais fortes do que a própria SÃria.
Diante destas situações de transtorno, o que resta ao ditador da SÃria é tentar recuperar sua credibilidade, deixando de aparentar ser um garoto rebelde sem causa para o mundo e passar a ser considerado um "lÃder" que busca a paz. Será isto possÃvel? Lobos podem se transformar em ovelhas?
Tempo de Intercessão.
Creio ser este mais um grande motivo de intercessão, pois nós sabemos a quem pertence realmente as Colinas de Golã, segundo as promessas do Deus Eterno cuja palavra jamais mudará. Pois nenhuma autoridade, tanto em Israel quanto em qualquer lugar do Mundo tem o direito de "entregar" ou "exigir" o direito sobre aquilo que o Senhor ja determinou há milhares de anos atrás.
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As colinas de Golan são a moeda de troca "ofertadas" por Israel para a SÃria se desligar totalmente do Iran, Hezbollah e Hamas. Os organismos de inteligência de Israel estão apenas jogando alto e pesado, ao saber que a probabilidade de Bashar Assad aceitar sua proposta, é mÃnima. O ditador SÃrio não quer ficar isolado dentro de todo o mundo Ãrabe. Ser espinafrado pelos muçulmanos anti Israelenses de todo o mundo, ao mesmo tempo não tornando-se confiável para com os Ãrabes pró ocidentais, será inevitável se fizer o acordo. O chamado eixo do mal muçulmano, já desconfia, e deve estar certo, de que a estratégia do governo Olmert(inclui-se aà ministério de defesa, Mossad, Shin Bet, etc), é não somente desviar a atenção das investigações sobre Olmert, mas principalmente gerar desconfianças entre Iran, SÃria, Hizbollah e Hamas. Recados importantes já estão vindo de Teerã, para Assad: O lÃder máximo do Hamas já está por lá estudando a transferência do seu “governo†para terras Persas. É bom notar que o simples rumor de que haverão negociações diretas entre SÃria e Israel sobre Golan, já está causando grandes fissuras no trio inimigo. Olmert quer apenas se acentar à mesa de negociações com a SÃria, mas não entregará Golan; fiquem tranquilos. Em seu intimo, tem consciência de que tal barganha insólita, não tem apoio da maioria da população de Israel. Todos os serviços de inteligência de Israel sabem duas coisas: Uma, que Assad, dorme aceitando as propostas de Israel, ao se imaginar tomando um banho de cachoeira nos Altos de Golan e esquiando Hermon abaixo, antevendo o deslumbre da ovação pelas ruas de Damasco; ele, o herói que trouxe de volta a sonhada terra de onde mana leite e mel. Outra, que Assad acorda rejeitando as propostas, assustado ora com o pesadelo de que o Iran mandou o Hamas transformar o seu veÃculo presidencial em carro bomba, ora tendo um sonho confuso no qual o Hezbollah, o Hamas, o Iran e até Israel, juntos, estão todos atacando a SÃria. Também o persegue um pesadelo de que é um kibe, sendo fritado pelos seus próprios concidadãos, milhões de inimigos internos do seu regime. Assim, ao acordar de manhã, Bashar Assad desconversará qualquer declaração do dia anterior, isto até de tardezinha quando de novo estará com a cabeça cheia de sonhos impossÃveis outra vez. Israel que continue se aproveitando desta falha na personalidade do lÃder SÃrio, sem contudo nunca devolver Golan, o que seria literalmente, colocar o pescoço de todos os Judeus de Israel à distancia de um braço estendido de Armajinehad e do clero Shiita de Teerã.
Para a imprensa, Hehud Olmert repete sempre a sua máxima: “Os SÃrios sabem muito bem o que queremos deles, como sabemos muito bem o que eles querem de nósâ€.
Para mim, estas palavras são totalmente verdadeiras, mas saber o seu real significado, não é para qualquer Ãrabe, nem para qualquer Judeu, nem para qualquer Americano. Pergunte ao Mossad e ao Shinbet, ou ao próprio Ehud Olmert. Tente o Barak, ministro da defesa.