O Aborto e suas implicações

Semana 38
Semana 38

Dr. Agnaldo Leite Sacramento

O aborto é a interrupção da gravidez com ou sem a expulsão do germe, considerando que o mesmo pode ser conservado ou absorvido pelo organismo, em circunstâncias especiais de que trata a Medicina legal.

A formação de um ser humano é um mistério maravilhoso. O Salmo 139, de Davi, diz: “Pois Tu formaste o meu interior, Tu me teceste no seio da minha mãe... as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra”. Aqui tem-se a bela descrição do poeta maior de Israel, falando desde o embrião até a formação completa de um ser humano.

Especialmente pela lei brasileira, desde que haja morte do “produto”, do ponto de vista médico-legal, ocorreu o aborto. A posição conservadora é de que nenhum aborto é justificável como tal (salvo circunstâncias especiais), depois do feto se tornar viável, o que eqüivale dizer, depois do nascimento possível. “Tirar a vida de um feto viável sem justificação ética superior seria assassinato”. É conveniente lembrar que “desde a concepção o não nascido tem valor emergente à medida em que se desenvolve”. Sabe-se que o não nascido recebe a totalidade da sua potencialidade genética, RNA e DNA, na ocasião da concepção. Já no fim de quatro semanas um sistema cardiovascular incipiente começa a funcionar. Com oito semanas, a atividade elétrica do cérebro pode ser lida, e a maioria das formações dos órgãos essenciais está presente. E dentro de dez semanas, o feto é capaz de movimento espontâneo”. Conveniente lembrar: desde a concepção e no decorrer das oito primeiras semanas, o não nascido é chamado “um embrião” e, a partir daí, “um feto”.

Relata a revista “Chamada da Meia Noite” que Wolfang Kemp, correspondente da revista alemã “Bild am Sonntag”, entrevistou o ginecologista Dr. Bernard Nathanson em Nova York, autor do filme “O grito mudo”. Ele mesmo, que havia realizado cerca de cinco mil abortos, disse: “Meu filme é uma lição de horror. Quando vi o videocassete pronto, fiquei como que transformado e nunca mais quero fazer abortos”. O filme “O grito mudo” mostra como o bebê de onze semanas recua diante do instrumento utilizado para realizar o aborto. Ele esperneia a defender-se; ele abre a boca, como se quisesse gritar. “O embrião cerra os pequenos punhos. Ele tenta escapar; ele se movimenta de um lado para outro dentro do útero, mas não há forma de escapar. O minúsculo bebê é agarrado pelo instrumento, despedaçado e sugado. Isso é assassinato brutal”.

O aborto é considerado o delito mais vulgarizado nas sociedades modernas. Já em 1965, a 15ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia, reunida no Rio de Janeiro, afirmava haver cerca de um milhão e meio de abortos no Brasil, e isto somente nos hospitais e casas particulares, sem falar nas parteiras “faiseuses d’anges” (fazedoras de anjos). O cálculo seria, em 1965, dois milhões e meio de abortamentos anuais.

O assunto é complexo; todavia, há de se procurar a melhor solução. Há o chamado ABORTO TERAPÊUTICO, também chamado de “necessário”, quando se procura salvar a vida da gestante em circunstância especial. A decisão entre deixar a mãe morrer, uma vida real plenamente desenvolvida, ou sacrificar o bebê não nascido. 2) ABORTO EUGÊNICO, em circunstâncias claras, científicas, de que a vida será “sub-humana” e não simplesmente a possibilidade de uma criança deformada. Aqui, cabe pensar: Se Helena Keller, que nasceu cega, surda e muda, fosse avalida devidamente ainda no ventre da sua mãe, valeria a pena nascer? Pois bem, nasceu, tornou-se mais útil do que milhares e milhares de pessoas “perfeitas”. Caso semelhante seria Beethoven e muitos outros. 3) ABORTO ECONÔNICO. Há quem diz: “Um país que não pode manter os seus filhos não tem direito de exigir o seu nascimento”. O exemplo da Rússia diz tudo. A partir de 1920, fez-se a lei do “aborto econômico”. Somente em Moscou, abortavam mais de cem mulheres por dia. Em 1936, a lei foi revogada em face dos abusos e pelos efeitos negativos na saúde das gestantes.

4) ABORTO SENTIMENTAL ou provocado por estupro. Há quem queira, mesmo assim, justificar o não aborto em circunstâncias tão constrangedoras da mulher Ter concebido contra sua vontade, por um ato brutal e anormal.

Outras modalidades de aborto: “Não quero essa gravidez”. Por motivo egoísta, vaidade e outros, muitas crianças são rejeitadas. É melhor prevenir do que remediar, diz o ditado popular. A chamada “ética situacional” de Fletcher de que nenhum nêne desejado ou planejado não deve nascer é devastadora. Mesmo nascendo uma criança “acidental”, deve ser acolhida e amada e pode até vir a ser um benfeitor da humanidade.

A leviandade se alastra galopantemente e salve-se quem puder. A mulher pobre, “sem querer”, pega uma gravidez e se conforma reconhecendo que foi “Deus que quis”; a “madame” está de viagem marcada para excursionar pela Europa e vê-se alcançada por uma gravidez e “sem querer”. Interna-se numa clinica sofisticada e livra-se de mais uma criança; a “aventureira” conhece alguém, e sai para dar umas voltinhas e depois descobre que está grávida e procura o aborto. Assim é que, até algumas “Deputadas Constituintes” diziam: “Num Estado Democrático, a mulher tem livre disposição do seu corpo para fazer o que quiser”. Ora, não se pode confundir liberdade com libertinagem. A tese não é verdadeira, porque as mulheres e homens que assim pensam deveriam conscientizar-se de que eles também não têm direito de aniquilar uma vida em potencial. Ademais, há o interesse Público em proteger o menor; dai, o chamado “Direito do Nascituro”. E, se um filho adulto, que milagrosamente escapou de um “aborto criminoso”, souber que sua mãe fez tudo para destruí-lo?

Interessante notar que os “modernistas” favoráveis à legalização do aborto são também protetores da fauna, da ecologia etc, etc., mas não são defensores daqueles que têm “o grito mudo”.?

Não resta dúvida de que há área problemática na questão do aborto; mas alguma coisa precisa ser feita, como mais educação sexual nas escolas, nas igrejas e comunidades outras. Conscientização de valorização da vida mesmo ainda no ventre materno.

Hoje, mais do que nunca, há muitos movimentos em “benefício da mulher” e ênfase em liberação de tudo! Todavia, conscientizando muita coisa que há por aí, ao final, a própria mulher é a mais prejudicada, haja vista que nenhum homem “progressista”, “liberalizante” passou ou passará pela experiência torturante de praticar um aborto, ocultando-o dos pais, familiares ou da sociedade e trazendo ainda inevitáveis problemas de saúde.

Uma outra leviandade corrente é quando um “homem-progressista-liberalizante” diz à jovem: “Eu te amo”; “vamos fazer amor” (conjunção carnal). Pega a primeira vítima incauta e vai partindo para outras em nome do amor”. A luz da língua grega, trata-se do amor “Eros”, sexual, despido do amor “ágape”, amor verdadeiro que espera o momento exato de um relacionamento mais profundo. É nesta base que o maior índice de ilegalidade de abortos no Brasil e no mundo vai crescendo.

Organização de Combate ao Aborto em Israel:
http://www.beadchaim.com

Romulosilva
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User offline. Last seen 24 semanas 5 dias ago. Offline
Joined: 13/07/2007
O individuo deve ser registrado ao ser fecundado;Já com nome.

Cada vez que a ciência dá um novo passo em seu conhecimento sobre os embriões e fetos humanos, mais claro fica que é crime matá-los. Acho até que este nome "feto", está se tornando cada dia, mais inadequado, inapropriado mesmo, para este ser tão espetacular que é o homem; espetacular, mesmo quando ovo, mesmo quando simples"mórula", ainda sem braços, pernas, rosto,olhos orelhas e bochechinha. Chamar o homem criado por Deus de "feto", "mórula", chega ser até uma ofensa. Assim fomos coisificados neste estágio de nossas vidas; digo vida mesmo, pois já se sabe que não se pode mais dizer, que elas começaram simplesmente e sómente ao nascermos.
O líquido amniótico, e a próprio formato da barriga da mãe, são excelentes meios de transmissão de sons e vibrações vindas do meio externo, para os mecanismos quase que extrasensoriais de um bebê, durante sua vida intrauterina. Assim o bebê dorme muito durante o dia, enquanto mamãe anda, pois está sendo embalado nestes momentos, dentro do próprio útero. Mamãe para...., o bebê quase sempre acorda, pois parou de ser embalado..; igual quando está de fora. Mas tudo isto já ocorria a muito tempo, antes do seu nascimento. Ao nascer, o bebê já conhece a muito tempo, a voz de sua mamãe e de seu papai. Já conhece o latido do cachorro do vizinho, já sabe quando o carro do papai entra na garagem. Há!!meus irmãos!!, a área cientifica precisa urgente procurar um nome mais bonitinho para o ser humano, para este período de sua vida dentro do ventre de sua mãe. Fica fácil para muitos desfazer-se de algo que se chama mórula, feto.
Diz um horrível ditado popular: "o que os olhos não vêm, o coração não sente". Assim, então fica fácil para muitos médicos, mães e pais, sem coração, realizarem o hediondo crime, pois nunca "viram" o rosto da vítima, e não irão assistir à sua agonia. Ao fecundar de um óvulo, o Senhor nosso D'us já pode ver através do recem inaugurado DNA, o rosto da nova maravilhosa criatura. Já pode assistir a traquinagem da personalidade infantil feliz e alegre, que só será manifesta ao mundo exterior, nove meses depois. Assim, cada vez mais, a cada dia que passa, pessoas com conhecimentos científicos limitadíssimos, à luz de Deus, e da propria ciencia, ficam cada vez mais desautorizados, a dizer a partir de que instante, um óvulo fecundado deixa de ser uma coisa e passa a ser gente. Assim, de forma geograficamente condicionada, é crime matar-me quando eu estiver fora da barriga da minha mãe, mas matar-me enquanto eu ainda estiver lá dentro, não é! Também, dentro desta lógica do absurdo brutal, a um estranho pode ser imputado o crime de matar o meu filho, mas não a mim mesma, a própria mãe. Sou dona do meu próprio corpo, e se há mais alguém dentro dele, está dentro da minha jurisdição. Posso assim dentro das leis que vou criando, condenar à morte, qualquer pessoa que esteja vivendo em minha comarca. Mesmo que esta nunca tenha cometido qualquer crime, mesmo sob o escudo de total e absoluta inocência.

ricktsi
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User offline. Last seen 1 ano 15 semanas ago. Offline
Joined: 30/08/2008
Aborto

Quando li sobre o filme "O grito mudo", meu coração ficou partido em imaginar o feto ou embrião sendo despedaçado no útero de sua mãe. Sou terminantemente contra o aborto, primeiramente, como servo de Deus e, como homem. Realmente há um movimento tentando liberar tudo e, quanto às mulheres que dizerm que têm direito seu próprio corpo, assim diz a palavra do Senhor:
"A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher." I Co 7.4.
Certa vez, vi uma pregação do Pr. Silas Malafaia que mencionou sobre este direito e, ele afirmou, porque não perguntam às mães que sonharam por anos em ter filhos e perderam a criança se, elas tiveram poder sobre seu próprio corpo, para dizer a seu tão desejado filho, não morra, mas o mesmo vindo a falecer, o que elas pensam.
As mulheres tiveram direito ao seu corpo, antes da relação, feito o ato sem precaução e responsabilidade, colhem o fruto de sua própria ação. Quanto às que são estupradas, imagino o quanto é difícil, porém, se não condições psicológicas, tenham o filho e entreguem aos cuidados de outros pais que não compartilham da mesma dor que é compreensível por parte das mulheres que foram abusadas, por casais que tão somente desejam ter em seus braços uma criança para amarem.
Jesus deu sua vida por toda a humanidade e, também das que aguardam o nascimento.

"O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela." I Sm 2.6

Sergio Ricardo dos Santos
Tecnólogo em Sistemas de Informação
msn: ricktsi@hotmail.com

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