Introdução

Israel é considerado um verdadeiro mosaico geográfico, repleto de diferentes climas, formações e falhas geológicas, montanhas, vales e grandes depressões. A região junto do Mar Morto é a maior depressão natural sobre a face da Terra, além disso, o local onde há o maior índice de evaporação sobre o mar no Mundo. As altitudes em Israel podem variar entre ‐422 metros abaixo do nível do mar(a beira do Mar Morto) até 2.200 sobre o Monte Hermon. As chuvas também variam muito, visto que no litoral o índice de precipitação é bem alto, a poucos quilômetros dalí, na região sul, a precipitação é uma das mais baixas em todo Mundo. Por causa de todos este motivos, nossas explicações são acompanhadas com fotografias e mapas, caso contrário, ficaria muito difícil a compreensão deste mosaico sobrenatural.

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Ruínas de Tel Kedesh na Alta Galileia

Galileia

  • Nos tempos de Jesus, a região incluía a parte setentrional da Palestina, a oeste do Jordão e ao norte de Samaria. Dividia‐se em Alta Galileia, Baixa Galileia e Galileia Ocidental
  • Os galileus usavam um dialeto, mistura de hebraico com aramaico e uma pronúncia peculiar. Apesar de sua fama de valentes e industrializados, os habitantes da Judeia os consideravam pouco inteligentes e sediciosos.
  • Jesus nasceu em Belém, na província da Judeia, porém viveu sua infância e adolescência em Nazaré, na Galileia. Todos os seus apóstolos, exceto Judas Iscariotes, que era da Judeia, nasceram na Galileia. O termo “galileu” às vezes era dirigido a Jesus, como insulto, justamente porque ele passou a maior parte da sua vida terrena na província da Galileia.

 

O Mar da Galileia e o Vale do Jordao

O Mar da Galileia e o Vale do Jordao

Durante a Primeira Cruzada esta região foi conquistada pelas forças cristãs, em 1099. Foi então fundado o poderoso Principado da Galileia, parte do Reino Vassalo do Reino Latino de Jerusalém. Em 1187 o território voltou para mãos muçulmanas quando Saladino o reconquistou.
A Galileia que passou por diversas dominações durante cerca de 2.000 anos de história, em 1948 na guerra árabe‐israelense, quase toda a Galileia ficou sob controle de Israel. Uma grande parte da população fugiu, deixando dezenas de aldeias vazias, no entanto, uma grande comunidade árabe de Israel permaneceram nas imediações de de Nazaré, Acre, Tamra, Sakhnin e Shefa‐’Amr, devido a intermediação dos drusos.
Os kibutzim em torno do Mar da Galileia, às vezes eram atacados pelo exército sírio, até que Israel tomou as Colinas de Golã em 1967 na Guerra dos Seis Dias.

 

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Mar da Galileia

O Mar da Galileia, conhecido como Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré é um extenso lago de água doce, o maior de Israel, com comprimento máximo de cerca de 19 km de comprimento e cerca de 13 km de largura. Hoje em Israel é conhecido como Yam HaKinneret. O rio Jordão desagua nele, vindo do monte Hermon e de Cesareia de Filipe, e depois segue para o Mar Morto.

O Mar da Galileia fica a 213 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo. No Novo Testamento, a cidade de Tiberíades, fundada por Herodes Antipas foi cenário do ministério de Jesus, junto com Cafarnaum, Betsaida e Genesaré, entre outras.

As colinas de Golan ficam a oriente do Mar da Galileia.

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O Mar da Galileia

O Mar da Galileia desde o Monte das Bem Aventuranças

 

Praia de Hertzelyah na Sharon

Praia de Hertzelyah na Sharon

 

Sharon – Planície Costeira

Ao longo desta planície se encontram os principais portos do Mar Mediterrâneo, dos centros comerciais, culturais e administrativos ao logo da história e até os dias de hoje.

Os filisteus que chegaram a regiâo marítima na mesma época que o povo de Israel, contruíram alí seus portos mais conhecidos – Gaza, Ashkelon, Ashdod – ainda nos dias de hoje nesta região há novos portos nos mesmos locais desde a antiguidade e com os mesmo nomes, sendo que Ashkelon e Ashdod pertencem a Israel hoje.

Terras fertis e planas, água, clima ameno – tudo isto contribuiu para que esta região muito fértil fosse habitada desde a Idade da Pedra.

Um elemento chave para o desenvolvimento desta região foi estrada que conectava os diversos portos da região conhecida no período romano como “Via Maris” que seguia bem próxima ao litoral.

Outros caminhos, que vão desde o cidente ao oriente e têm suas orígens nos portos e se estendem para a Mesopotâmia e a Península Arábica, este caminho é conhecido como o “Caminho dos Perfumes”.

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Sharon – Cesareia Marítima

Cesareia foi fundada em homenagem ao imperador romano César o Grande, sendo que foi transformada no principal porto da região na época de Herodes o Grande (ultimo século antes de Yeshua).

A Cidade pagã que seguia as linhas da civilização e cultura Romana, foi onde Paulo esteve priso, onde vivia o centurião Cornelio, e onde vivia Pilatos, o Procurador Romano que condenou Yeshua a ser crucificado.

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Ruínas de Cesareia Marítima em primeiro plano e porto de terminal elétrico em segundo plano

Judeia, uma região repleta de montanhas e vales

Judeia, uma região repleta de montanhas e vales

A Judeia e a cordilheira central

A Judeia, em hebraico Yehudah, é o nome dado à parte montanhosa do sul do Israel histórico. O nome da Judeia é uma adaptação grega e romana do nome “Judá”, que originalmente abrangia o território da tribo israelita e mais tarde o antigo Reino de Judá.

Foi o local do Reino dos Hasmoneus e mais tarde o Reino de Judá, uma província do Império Romano. A Judeia é uma região montanhosa e árida, muito do que é considerado um deserto. Varia muito de altitude, chegando a 1.020 m no sul do Monte Hebron, e até 400 m (1.312 pés) abaixo do nível do mar no leste da região.

As grandes áreas urbanas incluem Jerusalém, Belém, Gush Etzion (incluindo Beitar Illit e Efrat), Hebron e Jericó.

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A Judeia na Bíblia Sagrada

Judeia é a base de grande parte da narrativa da Torá, com os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó que teriam sido sepultados em Hebron, na Tumba dos Patriarcas.

Judeia foi parte do Reino de Judá, e mais tarde tornou‐se uma província do reino da Pérsia, mais adiante submeteu-se a dinastia selêucida da Grécia, que acabaram sendo expulsos da região por Judas Macabeu.

A família dos macabeus estabeleceu a dinastia dos Reis Hasmoneus, que governou a Judeia durante mais de um século até o período de Herodes.

A Judeia perdeu sua independência para os romanos no século 1 AC, tornando‐se uma província do Império Romano.

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Vilarejos na região montanhosa da Judeia

Vilarejos na região montanhosa da Judeia

Deserto da Judeia no inverno, a estação das chuvas

Deserto da Judeia no inverno, a estação das chuvas

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O Deserto da Judeia

Espremido entre as montanhas da judeia e o Mar Morto, este local até os dias de hoje serve para habitação de pastores nômades. Durantes milênios serviu de moradia para homens que buscavam o verdadeiro Deus. Durante épocas de cerco e perseguição em Jerusalém, muitos se refugiavam nesta região… Nos dias de hoje, Israel declarou ser toda esta região uma grande Reserva Natural, Lugares históricos – Ein Guedi, Qumran, Massada, Sodoma, Zohar e etc.

Um deserto sedimentário

O Deserto da Judeia não é um deserto de areia e assim uma região árida de formações sedimentares desde a época pré‐história de elementos que surgiram do fundo do mar. Assim que começou a se formar o Mar Morto, esta região provavelmente era parte de um lago salgado. Segundo os cientistas, durante milhares de anos, minerais que se desprenderão desta região escoaram para a região do Mar Morto, e com a concentração de sais causaram a impossibilidade de vida neste local.

O Deserto do Negev

O Deserto do Negev foi o local onde os Patriarcas passaram a maior parte de suas vidas, vivendo como nômades, buscando água para manter a vida de seus rebanhos e evitar o confronto com os cananeus.

O Negev abrange mais da metade de Israel, cerca de 13.000 km ², ou pelo menos, 55% da área terrestre do país. Constitui uma forma de triângulo invertido, cuja parte ocidental é uma continuação do deserto da Península do Sinai, e cuja fronteira leste está o vale de Aravá.

O Negev é um deserto basicamente de rochas e a areia pode ser encontrada em regiões mais próximas ao Sinai.

O Negev tem uma série de interessantes características culturais e geológicas. Entre elas, três grandes crateras naturais, que são únicas na região:

Makhtesh Ramon, Makhtesh Gadol, e Makhtesh Katan.

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Camelos e Ovelhas no aDeserto do Negev junto a Beershev

Camelos e Ovelhas no aDeserto do Negev junto a Beershev

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Segundo a Bíblia, o norte do Negev era habitado pela tribo de Judá e o sul do Negev pela tribo de Simeão.

O Negev mais tarde foi parte do reino de Salomão, o Reino de Judá. No IX século AC, o desenvolvimento e a expansão da mineração, tanto no Negev como em Edom coincidiu com a ascensão do Império Assírio.

Berseba foi a capital da região e um centro de comércio no século VIII AC. Pequenos povoados de israelitas existiram nas áreas em torno da capital.

Em IV AC com a chegada dos nabateus, começaram os sistemas de irrigação que permitiram cinco novos centros urbanos: Avdat, Mamshit, Shivta, al‐Khalasa (ou Elusa), e Nitzana.

Os nabateus controlavam o comércio e a rota de especiarias, sua capital era Petra e os portos marítimos de Gaza. A moeda nabateia e fragmentos de cerâmica vermelha e laranja, identificada como uma marca da sua civilização, foram encontrados ao longo do percurso, além de ruínas que ainda podem ser vistas.

O controle dos nabateus terminou quando o império romano anexou suas terras em 106 DC. A população, compostas por nômades árabes e nabateus, tribais, manteve‐se independente do domínio romano, com um sistema de crenças animistas.

O Deserto de Paran, local da peregrinação do Povo de Israel

O Deserto de Paran, local da peregrinação do Povo de Israel

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As savanas áridas de Israel, a Aravah na fronteira com a Jordânia

As savanas áridas de Israel, a Aravah na fronteira com a Jordânia

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Aravah, a savana árida israelense

Arabá ou Aravah em Hebraico ערבה é uma seção grande falha geológica Sírio‐Africana no Vale do Jordão, situada entre o Mar Morto no Norte e no Golfo de Aqaba, no sul. Ela inclui quase metade da fronteira entre Israel a Jordânia ao leste. Uma planície com 166 km de comprimento, desde o Golfo de Aqaba para a margem sul do Mar Morto.

Topograficamente, a região é dividida em três seções. A partir do Golfo de Aqaba para o norte, o terreno se eleva gradualmente a uma distância de 77 km, e atinge uma altura de 230 m acima do nível do mar, que representa a divisão de águas entre o Mar Morto e o Mar Vermelho. A partir desta crista, a terra desce suavemente para o norte ao longo a um ponto de 15 km ao sul do Mar Morto. Na última seção, a planície desce bruscamente para o Mar Morto, que está a 417 m abaixo do nível do mar.

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