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Guia de Viagem
dom, 13/04/2008 - 20:35 | by Valéria de Sá
O turismo em Israel inclui uma rica variedade de locais históricos e religiosos na Terra Santa, assim como resorts de praia modernos, turismo arqueológico, turismo de legado e ecoturismo. Israel tem o maior número de museus per capita do mundo.
Em torno de 1.941.000 turistas visitaram Israel em 1998, em contraste com 33.000 em 1950, 118.000 em 1960, 441.000 em 1970, 1.180.000 em 1980 e 1.340.000 em 1990. Eles vêm atraídos pela diversidade geográfica de Israel, seus sítios arqueológicos e religiosos, pelo sol que brilha quase o ano inteiro e pelas modernas instalações de recreação no Mediterrâneo, no Lago Kineret (mar da Galiléia), no Mar Vermelho e no Mar Morto. Quase 90% do afluxo anual de turistas vem da Europa e das Américas; os outros vêm de todo o mundo, inclusive visitantes provenientes de países árabes. Em 2001, Israel recebeu 1.218.000 visitantes – uma diminuição de 54% em comparação com o ano 2000. O ano inteiro de 2001 foi afetado pelos eventos relacionados a segurança que começaram no final de 2000. Além da crise local, o turismo em Israel foi também influenciado pelos ataques terroristas nos Estados Unidos e pela crise no turismo mundial.
Locais de interesse:
[img:5 align=float_right title=Jerusalem] Jerusalém
"Dez medidas foram conferidas ao mundo; nove foram tomadas por Jerusalém, e uma pelo resto do mundo".(Talmud Babilônia, Tratado Kidushin 49b) Jerusalém, a capital eterna de Israel, localizada no centro do país é aninhada nas Colinas da Judéia. Suas pedras centenárias são impregnadas por três mil anos de história, desde que o Rei Davi fez dela a Capital de seu Reino. Com seus numerosos pontos históricos e santuários é local de culto para judeus, cristãos e muçulmanos.
O incandescente fulgor de Jerusalém, dourada à luz do sol e prateada sob o luar, só é rivalizado pelo caleidoscópio de sua população. Gente vestida em todos os estilos da moda atual mescla-se a judeus ultra-ortodoxos vestidos de negro, mulheres árabes em suas longas túnicas bordadas e clérigos cristãos envergando sombrias batinas.
A moderna Jerusalém cresceu em torno da Jerusalém intra-muros; cidade dinâmica, sua população de aproximadamente meio milhão de habitantes, espalha-se por uma área de 100 km², entre colinas e verdes vales.
É a capital do Estado de Israel. A cidade mais sagrada no Judaísmo, a antiga capital da Monarquia Unida e depois do Reino de Judá. O local dos Templos em Jerusalém. (Cristianismo) O local de alguns ensinamentos de Jesus e sepultamento. Os cristãos acreditam que ele foi crucificado em um morro próximo, Gólgota.
(Islã) A terceira maior cidade. Domo da Rocha, Mesquita de Al-Aqsa.
[img:2 align=float_right title=Eilat] Eilat - O refúgio ideal
Desde que foi palco do encontro de amor entre o Rei Salomão e a Rainha de Sabá, Eilat é o refúgio ideal para todos aqueles que estão em busca de sol e aventura. Viajando por um deserto interminável, parece magia encontrar subitamente, a exuberância de cores de Eilat com suas palmeiras e praias beijadas pelo sol. Chegar a Eilat, por terra ou ar, é como alcançar uma miragem.
A cidade mais meridional do país é a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano Índico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente. Seus invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, as belas praias, os esportes aquáticos, seus luxuosos hotéis e a facilidade de acesso da Europa através de vôos charter fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba, para incrementar o turismo na região.
Localizada no extremo sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho, Eilat oferece aventuras infinitas. O Observatório Submarino e barcos com fundo de vidro, possibilitam àqueles que não querem se molhar, a estupenda visão dos corais e de uma das mais ricas vidas marinhas do mundo.
A temperatura da água, 21ºC no inverno e 25ºC no verão, é um convite ao banho. Os mais ousados devem mergulhar nas profundezas das águas de Eilat, para deslumbrar-se com a mais bela fauna e flora.
Nos arredores de Eilat pode-se desfrutar das maravilhas do deserto. Passeios de camelo ou mountain bike, em carros refrigerados ou jeeps oferecem a oportunidade de deliciosas aventuras.
No Parque Nacional Vale de Timna, as famosas Minas do Rei Salomão, o Red Canyon, formações rochosas raras, algumas com marcas deixadas por antigos viajantes na "rota das especiarias".
[img:1 align=float_right title=Tel Aviv] Tel Aviv - A cidade que não pára
Cidade moderna na costa mediterrânea é o centro comercial e financeiro de Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadas as mais importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos e editoras. A Avenida Ha-Yarkon, avenida da praia, possui os maiores arranha-céus da cidade.
Primeira cidade hebraica dos tempos modernos foi fundada em 1909 como um subúrbio de Jaffa, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934, Tel Aviv foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundida com Jaffa, absorvendo a antiga cidade. A área em torno do antigo porto de Jaffa, com sua aparência medieval, tornou-se uma colônia de artistas e um centro turístico, com galerias, restaurantes e clubes noturnos.
Tel Aviv é também um centro de transportes e o maior centro de turismo da nação. De fácil acesso para todos os pontos de interesse do país, é servida por uma linha férrea com conexões para Jerusalém, Haifa e Beersheva e uma extensa linha de ônibus operando para fora da cidade. Tel Aviv e Israel estão conectados com o resto do mundo através do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Lod, 14 km à sudeste da cidade, pelo porto de Ashdod, 31 km ao sul; e pelo porto de Haifa, 80 km ao norte.
Na cidade de Tel Aviv encontra-se a Universidade de Tel Aviv, assim como o Teatro Nacional de Israel – Habimah, a Filarmônica de Israel. O Museu de Tel Aviv, Museu da Diáspora, Museu da Terra e um zoológico somam-se à vida cultural da cidade. Haifa - Cidade do Carmel
Com aproximadamente 250 mil habitantes, Haifa é o maior porto de Israel e um importante centro industrial e comercial. Nas costas do Mediterrâneo, subindo pelas encostas do Monte Carmel a cidade foi construída em três níveis topográficos: a cidade baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados do mar, é o centro comercial e a zona portuária; o nível intermediário é a área residencial antiga; e o nível mais elevado consiste de bairros modernos em rápida expansão, com ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros, que contemplam a zona industrial e as praias da ampla baía. Haifa é um foco de comércio internacional, além de ser o centro administrativo da região norte de Israel.
Embora não apareça na Bíblia, Haifa é mencionada na literatura Talmúdica como uma bem estabelecida comunidade judaica. Relíquias encontradas nos limites da cidade datam da Idade da Pedra até o Período Otomano. Na Idade Média, as vilas judaicas em Haifa se desenvolveram em um centro marítimo. No século XII, a cidade foi conquistada pelos Cruzados, em 1265 caiu em mãos dos Mamelucos, em 1750 foi capturada pelo beduíno Dahar-al-Omar, que destruiu, reconstruiu e fortificou a cidade. De 1775 até a Primeira Guerra Mundial, Haifa esteve sob domínio Turco com duas interrupções – em 1799 foi conquistada por Napoleão e de 1831 a 1840 esteve sob domínio do Egito. No começo do século XIX, judeus da África do Norte chegaram a Haifa. Em 1868 Templos Germânicos foram construídos pela Comunidade Alemã e em 1878 judeus europeus se estabeleceram na cidade. Em 1918, a cidade foi tomada pelos ingleses. Com o início da evacuação britânica em 1948, a Haganá (exército de defesa de Israel) tomou conta da cidade.
[img:3 align=float_right title=Nazare] Nazaré - O local aonde José e Maria viveram
Sinos ecoam das torres das igrejas. Padres com suas vestes religiosas e crianças brincando ao lado de peregrinos de todos os lugares do mundo. Aroma de café fresco, temperos exóticos e pão-quente-saído-do-forno perfumam o ar do colorido mercado aberto. E elevando os olhos acima dos telhados de cerâmica vermelha das casas e minaretes, o impressionante telhado da Basílica da Anunciação domina de todos os ângulos.
“O anjo Gabriel foi mandado por Deus para uma cidade na Galiléia chamada Nazaré, para uma virgem... e o nome da virgem era Maria... E ele veio a ela e disse: "Ave, favorecida, o Senhor está convosco!... E você conceberá em seu ventre e dará a luz a um filho, e você o chamará pelo nome de Jesus" - Lc 1.
Aninhada pelo abraço protetor dos montes, na Galiléia, aquela que foi, tempos atrás uma minúscula vila, é hoje moradia para cerca de 60 mil habitantes - a maior cidade árabe em Israel - com igrejas, conventos e monastérios preservando e testemunhando os antigos locais. Quando flores selvagens enfeitam os morros na primavera, as pessoas podem ver os lírios do vale e rapidamente imaginar a beleza da antiga paisagem.
José e sua esposa Maria viveram em Nazaré. Lá, Jesus passou a maior parte de sua vida - da infância à idade adulta - e iniciou seu sacerdócio, o que transforma a cidade no ponto natural para o começo de uma peregrinação à Terra Santa. Nos primeiros séculos da era cristã, Nazaré era povoada apenas por judeus, mas com o fortalecimento do Império Romano, o número de cristãos cresceu. A partir do século IV, igrejas foram construídas nos locais ligados a Jesus e a Virgem Maria.
O centro antigo de Nazaré, onde estão situadas as principais igrejas, se distingue por suas pequenas e velhas casas e ruelas sinuosas. Daí, a cidade se expande em todas as direções dividida em bairros, de acordo com a religião de seus habitantes: um bairro católico, um greco-ortodoxo e um muçulmano, além de seis outros bairros mistos e a cidade judaica de Nazaret Ilit. Desta forma, tanto os minaretes das mesquitas quanto as torres das igrejas despontam juntas no horizonte de Nazaré, espalhando uma mensagem de paz para toda a humanidade.
Uma estrutura moderna protege as grutas santas, antigas igrejas dos Cruzados e Bizantinos e o verdadeiro córrego onde Maria ia buscar água. A visita a cada um destes locais é uma reverência às fontes da fé.
[img:6 align=float_right title=Massada] Mar Morto - Ponto mais baixo da Terra
Descendo de Jerusalém até o Mar Morto, viaja-se por um terreno completamente diferente. Em menos de meia hora chega-se ao ponto mais baixo da Terra, 400 m abaixo do nível do mar, ao sul do Vale do Jordão.
Atravessando as surpreendentes paisagens do deserto da Judéia, compreende-se porque a região era utilizada para esconderijo por fugitivos como David e porque povoados reclusos e mosteiros foram construídos no local.
Há três mil anos são conhecidas as qualidades terapêuticas das águas do Mar Morto e das fontes naturais da circunvizinhança. Em qualquer época do ano é grande o número de turistas que vêm gozar o ar livre de pólen, formado pela alta pressão atmosférica e a irradiação solar filtrada. Hotéis modernos, locais desérticos para passeio, shopping, salões de beleza formam um verdadeiro recanto para lazer, tratamento cosmético e de embelezamento ou convalescença.
Aproveite tudo o que o local oferece:
Flutue sobre as águas, mergulhe nas piscinas sulfurosas; esfregue em seu corpo as lamas pretas naturais; visite os oásis, quedas d’água, cavernas e os locais históricos da região; suba de teleférico para Massada, onde se localiza o palácio de Herodes – este local tornou-se o símbolo do heroísmo judaico na revolta contra os romanos; visite a reserva natural de Ein Guedi, com seus exemplares únicos da flora e da fauna da região, passe um dia de aventuras no deserto da Judéia, escalando os escarpados penhascos; não deixe de visitar Qumeran, a colônia essênia em cujas cavernas estiveram ocultos, durante dois mil anos, os pergaminhos do Mar Morto.
Massada - Símbolo da liberdade judaica
Massada se ergue imponente e isolada, no Deserto da Judéia. Localizada na costa ocidental do Mar Morto - o ponto mais baixo da terra, Massada é também um local de severa e majestosa beleza. Há dezenove séculos atrás, foi o cenário de um dos mais dramáticos episódios da história. Neste local, um grupo de combatentes, em prol da liberdade, se ergueu contra a velha e poderosa Roma e preferiu a morte ao jugo do opressor.
Na metade do primeiro século da Era Comum, a fortaleza construída por Herodes, o Grande, em Massada, foi ocupada por um pequeno grupo de combatentes judeus e suas famílias. No ano 70 a.C., quando o general romano Tito conquistou e saqueou Jerusalém, destruindo o Templo, após quatro anos de violenta revolta, um grupo de guerreiros escapou do cativeiro e juntou-se aos habitantes de Massada. Eram cerca de 2000 pessoas.
Por dois anos, eles resistiram às investidas dos romanos e seu controle sobre Massada era absoluto. Até que, no ano 72 a.C., o governador romano Flavio Silva ordenou que 15 mil soldados romanos acampassem no sopé da montanha sitiando os moradores. Os romanos construíram uma muralha em torno de Massada, e uma maciça rampa de pedras e terra. Baseando-se em relatos de dois sobreviventes, o historiador Flavio Josefo, descreve como os defensores observavam os preparativos para a investida final.
Ao compreender que o desfecho estava próximo, os líderes de Massada conclamaram seus seguidores a permanecerem fiéis à causa pela qual haviam lutado tão longa e bravamente. "Antes morrer do que sermos escravizados por nossos inimigos. Deixaremos este mundo como homens livres".
Quando os romanos finalmente escalaram Massada e atravessaram suas muralhas, encontraram 960 homens, mulheres e crianças mortos por suas próprias mãos. Eles haviam deixado as provisões de água e alimentos intactas, para que os romanos soubessem que haviam preferido a morte à escravidão.
Durante muitas gerações, a história de Massada foi considerada como quase lenda. No entanto, em 1963, uma expedição arqueológica internacional provou que a lenda era verdadeira revelando muitos detalhes até então ignorados.
Massada transformou-se no símbolo da determinação de um povo em ser livre em sua própria terra. Dois mil anos depois, o sacrifício dos heróis de Massada permanece uma lembrança viva do amor à liberdade, tão importante para a nação judaica de hoje como o foi em antigas eras.
[img:4 align=float_right title=Rosh Hanikra] Rosh Hanikrá - A natureza deslumbrante
Rosh Hanikrá é uma das mais agradáveis surpresas turísticas de Israel, visitada diariamente por centenas de turistas. Conhecida por suas belas cavernas, formadas pela ação do mar nas rochas, que podem ser alcançadas através de um teleférico, revelando uma vista belíssima. O local inclui ainda, um restaurante em forma de barco, e uma loja de souvenirs.
As cavernas têm um comprimento de 200 metros espalhando-se em diversas direções, algumas ligadas entre si. No passado, o único acesso era pelo mar e somente mergulhadores experimentados tinham o privilégio de visitá-las.
Hoje em dia, através de um túnel de 400 metros de comprimento, construído em 1968, pouco acima do nível do mar, as grutas podem ser visitadas. Uma parte de seus encantos está nas diferentes visões, nos diferentes períodos do dia. Ao pôr do sol, em particular, o mar e a parede das cavernas propiciam uma atmosfera especial. . Rosh Hanikrá serviu como passagem para caravanas de exércitos entre a Síria e o Líbano (culturas do norte) e Israel, Egito e África (culturas do Sul). O livro de Joshua (cap.13:6) menciona "Misraphot Mauim" sul de Rosh Hanikrá, como a fronteira do acampamento das tribos israelitas daquele período. Sábios judeus referiam-se aos penhascos como "as escadas do cansaço". Documentos e desenhos de peregrinos mostram escadas escavadas nas rochas, facilitando a passagem das caravanas.