VIVER MIL ANOS: uma possibilidade científica!
07.03.2006
Por Ms. J. Pietro B. Nardella-Dellova
Conhecemos pelas nossas primeiras Parashiot que muitos homens viveram quase mil anos. Sabemos que o Mashiach há de reinar Mil anos. Sabemos, cremos e vivemos em tal expectativa.
Mas, científica e humanamente, é possível viver tanto tempo assim?
Não gosto de respostas que, cientificamente, tentam justificar as mensagens da Torá ou de outros Escritos Sagrados. A Torá é uma questão de obediência e temor a Adonai; Todos os outros Escritos, incluam-se aí, os Profetas, os Ketuvim, os Escritos dos Talmidim de Yeshua, o Talmud e a Cabalá, apenas nos iluminam o entendimento e esclarecem doutrinariamente a TORÁ! Se a Torá é uma questão de consciência e temor, estes, uma questão de credibilidade, respeito e entendimento. Aquela, isto é a Torá, é a Constituição; estes, a doutrina!
A Torá aponta homens que viveram muito, os Profetas anunciam um tempo messiânico de considerável perpetuidade e os discípulos de Yeshua divulgaram pelo mundo, na condição de meshulachim (emissários) um Reino de Mil Anos!
Parece ter havido um tempo em que a longevidade era uma realidade que, pelo erro de alvo e de consciência do homem, então, feito à imagem de Elohim, sofreu uma decadência como observamos nas idades apresentadas nos primeiros capítulos de Bereshit. Após o erro do homem, o Eterno determinou que o caminho da Árvore da Vida fosse devidamente protegido por querubins, conforme Bereshit 3: 24:
“...ele fez sair o homem e instalou os querubins a leste do Éden, juntamente com a espada de lâmina retorcida, para guardar a trilha da Árvore da Vida...”
Após este episódio observamos, então, a decadência existencial do homem, pois ainda em Bereshit encontramos:
1. Adam, o primeiro homem, formado a partir do pó, isto é, dos seres inferiores, tendo recebido o “fôlego de vida” por parte de Adonai Elohim, viveu 930 anos.
2. Seth, o terceiro filho de Adam, viveu 912 anos.
3. Enosh, viveu 905 anos.
4. Kenan, viveu 910 anos.
5. Mehalalel, viveu 895 anos.
6. Yered, viveu 962 anos.
7. Enoch, viveu 365 anos. (porque foi tirado pelo Eterno).
8. Methuselah, viveu 969 anos.
9. Lemech, viveu 777 anos.
10. Noach viveu 950 anos.
11. Shem, viveu 600 anos.
12. Arpachshad, viveu 438 anos.
13. Shelach, viveu 433 anos.
14. Eber, viveu 464 anos.
15. Peleg, viveu 239 anos.
16. Réu, viveu 239 anos.
17. Serug, viveu 230 anos.
18. Nachor, viveu 148 anos.
19. Terach, viveu 205 anos.
20. Abraham, viveu 175 anos.
21. Itschak, viveu 180 anos.
22. Ya’akov, viveu 147 anos.
23. Moshé, viveu 120 anos.
24. Yeshua Ben Yosef, viveu c. 33 anos.
Encontramos, ainda, em Yeshayahu 65:22:
“...porque a longevidade do meu povo será como a da árvore...”
Na Revelação (Apoc.) de Yochanan (20:6): lemos que os homens e mulheres que fizerem parte da primeira ressurreição dos mortos (em hebraico, techiat hametim), reinarão com o Mashiach por Mil Anos. Finalmente, Rabi Yeshua Ben Yosef, cuja vida foi cortada na sua juventude, retornará na condição e na qualidade plenas de Mashiach e ele, a quem foram negados alguns anos mais, será o responsável, não somente pelos Mil Anos, mas por um acesso à eternidade!
E, finalmente, ainda em Revelação (Apoc.) de Yochanan (22:2):
“...no meio da praça, de uma e outra margem do rio, está a Árvore da Vida, que produz 12 frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da Árvore são para a cura das nações...”
Sabemos desta longevidade e, a posteriori, de uma possível eternidade movidos pela Emuná (fidelidade).
Mas, em algumas ocasiões não resistimos encontrar (e divulgar) determinados estudos científicos ou, ainda, determinadas situações reais (como a da mulher que completou 126 anos) que apontam para uma demonstração da possibilidade de alcançar, ao menos, um tempo longo de vida. Se é possível alcançar, foi possível ter vivido este tempo a exemplo dos primeiros homens, substancial e espiritualmente homens!
Nesta semana a Revista ISTOÉ/1898, de 8/3/06, pág. 66, apresentou uma reportagem assinada por Luciana Sgarbi, sobre as pesquisas do cientista britânico Aubrey de Grey, pesquisador da Universidade de Cambridge (Reino Unido). Este cientista defendeu a tese de que o homem pode alcançar uma eternidade, ao menos viver mil anos, em uma reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência. Conforme apresentado na Revista, o cientista afirma que “...a fonte da juventude está na reparação dos danos moleculares e celulares que ocorrem no organismo humano ao longo do tempo. Grey usou duas técnicas: “restrição calórica e mutações genéticas”, em ratos e, segundo ele, é possível estender a vida dos roedores em até três anos. A proposta do cientista passa pela soma de três ferramentas vitais: vírus, células-tronco e bactérias. Os vírus geneticamente modificados auxiliariam o próprio organismo a consertar seus genes danificados. Já as céluas-tronco seriam capazes de repor as “células perdidas” que o organismo não mais produz por conta do envelhecimento. Finalmente, as bactérias serviriam como “lixeiras” eliminando as moléculas acumuladas. Assim, segundo o cientista, seria possível viver mil anos!”
A Ciência simplesmente demonstra a cada dia e demonstrará, ainda, que a Torá é verdadeira!
créditos: fotografia e texto da Revista de autoria de Luciana Sgarbi.
Preparado em 7 marzo, 2006 – 7 Adar, 5766
© Ms. J. Pietro B. Nardella Dellova, 43, Mestre em Direito pela USP (A Crise Sacrificial do Direito: um estudo de René Girard, Martin Buber e Yeshua). Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP (A Palavra Como Construção do Sagrado: um estudo da Poesia em Heidegger e Osman Lins). Pós-graduado em Direito Civil (Os Direitos da Personalidade). Pós-graduado em Literatura Brasileira (A Palavra Multifacetada: do grau zero e outros graus da palavra). Formado em Filosofia e em Direito. Poeta e Membro da União Brasileira de Escritores - UBE. Autor dos livros: AMO, NO PEITO e ADSUM. Ex-membro da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP. Darsham (predicatore) e Mestre (Rav) da Sinagoga Sêh HaElohim (originada da Sinagoga Scuola (Beit HaMidrash), Lazio, Itália). Membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Advogados de São Paulo. Consultor e Palestrista. Professor de Direito Civil, ética e Filosofia do Direito em São Paulo. Coordenador dos Cursos de Direito da Faculdade de Jaguariu'na e da Faculdade Policamp, em SP.
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www.cafetorah.com (páginas de judaismo messiânico e sabedoria judaica)
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