Família Shalit pede ao Primeiro Ministro que para de falar e faça
Depois de uma série de eventos, após o caso dos navios de "paz", onde os governos da Europa pediram a Israel para aliviar o cerco em Gaza, ontem, o Primeiro Ministro da França em carta a família Shalit declarou que o país também está fazendo de tudo em pról do soldado Gilad Shalit.
Gilad Shalit já se encontra no cativeiro do Hamas mais de quatro anos, em condições precárias, e ao contrário de todas as normas internacionais, sem advogado, sem julgamento, sem visitas, sem mesmo visita humanitária da Cruz Vermelha Internacional, o que é comum em casos de conflitos militares internacionais.
Enquanto isto, em Israel há milhares de palestinos presos por envolvimento e prática de terrorismo, porém, os mesmos gozam de privilégios que Gilad Shalit não goza. Eles podem receber visitas de familiares, advogados, da Cruz Vermelha Internacional, têm direito a advogados e foram julgados pelos seus crimes com penas claras e definidas.
Infelizmente, o caso é uma demonstração clara da visão primitiva e tribal islâmica, do totalitarismo do terrorismo internacional que somente visa a libertação de assassinos profissionais afim de fortalecer o contingente armado do Hamas.
O absurdo que impede Israel de tomar uma decisão a respeito da troca do soldados por prisioneiros é totalmente compreensiva, afinal, o Hamas "exige" a libertação de 400 assassinos envolvidos na morte de civis, centenas de homens , mulheres e crianças foram cruelmente mortos por eles.
Além deste número absurdo, o Hamas ainda "exige" a libertação, ao critério de Israel. de mais 1.500 prisioneiros, entre eles, jovens e mulheres que "somente" estavam envolvidos em atividades terroristas, e não exterminaram israelenses com suas próprias mãos. Entre os crimes mais comuns destes mais de 1.500 prisioneiros, estão o apedrejamento de carros em auto-estradas, tentativas de estaqueamento de soldados e civis, contrabando de armas para apoiar o terrorismo, transporte nos carros e(ou) no corpo de explosivos para terroristas suicidas, venda de armas ilegais para terroristas, recrutamento de terroristas e outras coisas semelhantes.
Várias tentativas de um acordo para a troca de presos, mediadas pelo Egito e Alemanha, falharam.
O "crime" Gilad Shalit, ser judeus e defender o seu país na fronteira de Gaza, quando esta estava sendo violada por terroristas do Hamas que cavaram um túnel que levava ao lado de Israel, para matar e seqüestrar soldados e civis.
A família do soldado vai iniciar no domingo (27) uma marcha para Jerusalém, onde planejam protestar em frente ao escritório do premiê Binyamin Netanyahu.
"Dessa vez é diferente", disse Noam Shalit, pai de Gilad, citado pelo "Haaretz". "Dissemos que não permitiríamos passar mais um ano sem Gilad. Não iremos para casa sem ele".
A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu nesta sexta-feira que o grupo radical islâmico Hamas permita que Shalit se comunique com sua família e possa receber visitas de representantes do CICV.
Em um comunicado, o grupo acusou o Hamas de "violar as leis da guerra" e disse que a organização "prolongou a detenção de Shalit de forma cruel e desumana".
Depois de mais de 4 anos de cativeiro, cresce a pressão popular para a libertação de Gilad Shalit que tinha apenas 18 anos quando foi seqüestrado. Shalit foi sequestrado em 25 de junho de 2006
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