Extremismo religioso poderá levar Israel a guerra civil

Operação de Colonos contra Palestinos

Não é de hoje que o extremismo religioso é uma norma entre as religiões do Oriente Médio e na Europa. Afinal, por causa do extremismo os romanos massacraram os judeus no final do primeiro século, posteriromente, após uma nova revolta houve outro massacre. Depois dos judeus serem impedidos de viver uma vida religiosa em Jerusalém, chegaram os cristãos que dominaram sobre os judeus e árabes da região. O extremismo da nova religião islâmica os levou a conquista e massacre da população judaica e cristã durante o século VII. No século X chegaram os cruzados, outros extremistas que se acharam no direito de dominar sobre os judeus e muçulmanos. Cem anos depois chegou Saladino que massacrou os cristãos para impor a dominação islâmica. Depois foram os beduinos e os Turcos Otomanos que dominaram até o final do século XIX. Então chegaram os britânicos com sua visão pré era messiânica e tomaram a terra, então, finalmente chegaram novamente os judeus após quase dois mil anos de exílio e foram atacados cruelmente pela maioria árabe que já vivia na região. Desde então são cerca de 100 anos de luta entre judeus, palestinos e árabes de uma forma geral, tudo em nome da religião. Após o massacre dos judeus por mão dos nazistas(em nome da religião Nazi), pensávamos que finalmente o mundo teria aprendido algo com isto, mas parece que não.

Nos últimos mêses têm crescido em Israel a manifestação separatista radical promovida justamente pelos judeus ortodoxos que em nome da "simplicidade" ou da "discreção" pratica o que é conhecido em Israel como Hadarat Nashim, ou seja, "Exclusão das Mulheres". Eles alegam que há sensualidade em sua vozes, então as proíbem de cantar em público. Alegam que sua presença junto com é motivo de tentação, então nos ônibus exígem que as mesma se sentem na parte de trás afim de evitar os homens. Exigem que suas mulheres se cubram dos pés a cabeça. Negam-lhes o direito de estudar a torah ou mesmo de falar em público. Até parece que não foi os mesmos direitos que os nazistas confiscaram dos judeus.

Veja no vídeo abaixo um pai judeu ortodoxo que expanca sua filha frente a todos que passam somente por que provavelmente ela subiu antes de todos. Um pai como este não pode ser chamado de pai, e sim de monstro. Note que a única pessoa que para para ajudar ameaçando o pai é um judeu aparentemente secular ou menos radical.

Nas últimas semanas têm crescido o protesto de judeus seculares e tradicionais contra o fenômeno preconceituoso chamado Hadarat Nashim. Mulheres têm se recusado a sentar na parte de trás do ônibus e passeatas estão sendo realizadas em diversas regiões do país, principalmente nas áreas de maioria ortodoxa onde há um maior número de incidentes como estes.

O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu já desmonstrou-se totalmente contra Hadarat Nashim, alguns dos principais rabinos também, porém, ainda há aqueles que tentam justificar o comportamente. A polícia está tentando combater o fenômeno, mas têm se mostrado impotente diante do crescente número de casos. Os meios de comunicação estão fazendo uma forte propaganda contra Hadarat Nashim, mas parece que a menoria ortodoxa continua a ignorar o assunto.

Em uma protesto em Jerusalem no último fim de semana, um grupo de judeus ortodoxos ousou utilizar simbolos associados ao Holocausto para protestar contra a intervenção secular ou tradicional nos assuntos religiosos, porém grande foi a crítica social pelo uso de algo tão importante na sociedade israelense. Segundo até mesmo judeus ortodoxos que passaram pelo holocausto, o uso indevido destes simbolos por uma minoria radica somente prejudicas esta fatia da sociedade israelense.

Nos útimos mêses é crescente o conflito entre os judeus seculares, os tradicionais e os ultra-ortodoxos que se recusam a respeitar as leis civis do país. Bem como nos dias da família dos Hashmoneus, atos como este poderão levar o pais a mergulhar em um conflito interno e até mesmo em gerra civil.

Diretor do Cafetorah