Relatórios dos Tribunais

Processo de Maria Cardosa

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 9392 Acusada de Judaísmo, é natural e moradora em Tões, termo de Armamar, Bispado de Lamego, tem 16 anos de idade e por ser menor de 25 foi-lhe nomeado Curador Filipe Neri, capelão dos cárceres da penitência, filha de Manuel Carvalho, cristão velho, almocreve, natural de São Romão, e de Domingas Cardosa, parte de cristã-nova, natural de Tões, onde são moradores, que o seu avô materno se chamava António Cardoso, é solteira, contém inventário de bens, foi presa a 20 de Setembro de 1733, tendo sido sentenciada em Auto de Fé, realizado na igreja do Convento de São Domingos, em Lisboa, no dia 24 de Julho de 1735, com as penas de ir ao Auto de Fé na forma costumada, onde abjure em forma os seus erros heréticos, tenha cárcere e hábito penitencial a arbítrio dos inquisidores, espirituais e instrução na Fé. Da excomunhão de que incorre seja absolvida. Recebeu Termo de Ida ( deportação ) e Penitências a 08 de Agosto de 1735.

Processo de Salvador Rodrigues de Faria

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 9395 Acusado de Judaísmo, é mineiro, natural do Rio de Janeiro e morador nas Minas de Jeroca, termo do Rio de Janeiro, tem 37 anos de idade, filho de Simão Farto Dinis, mercador, e de Luzia Rodrigues de Faria, ambos naturais do Rio de Janeiro e ele morador na Roça de Bacobaiba e ela na Jeroca, que os seus avós paternos se chamavam António Farto Dinis e Catarina Gomes, e o avô materno, Diogo Rodrigues de Faria, é solteiro, foi preso a 07 de Dezembro de 1734, tendo sido sentenciado em Auto de Fé, realizado na igreja do Convento de São Domingos, em Lisboa, sem data, com as penas de ir ao Auto de Fé na forma costumada, onde abjure em forma os seus erros heréticos, tenha cárcere e hábito penitencial perpétuo, tenha penas e penitências espirituais e instrução na Fé. Da excomunhão de que incorre seja absolvido. Recebeu Termo de Ida ( deportação ) e Penitências a 16 de Agosto de 1735.

Processo de Manuel Fernandes, meio cristão-novo

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 10184 Acusado de Judaísmo, é marinheiro, natural e morador em Buarcos, tem 33 anos de idade, filho de Manuel Fernandes Porto, cristão velho, marinheiro, e de Maria Jacome, cristã-nova, que o seu avô paterno se chamava Simão Fernandes, e os avós maternos, João Afonso e Inês Anes, é solteiro, apresentou-se a 21 de Outubro de 1675. Não contém sentença, tendo recebido termo de ida ( foi deportado ) para Buarcos e penitências a 11 de Novembro 1675. Foi cativo para Argel.

Processo de Brás de Valadares

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 12724

Quarto de cristão-novo, acusado de Judaísmo, confeiteiro, natural de Beja, morador em Sevilha, no Reino de Castela, residente em Lisboa, de 28 anos de idade, filho de Simão de Valadares e Joana Baptista , solteiro e teve Termo de ida ( foi deportado ) no dia 26 de Junho de 1671.

Resumo do processo contra Guiomar de Leão

Estatuto Social: Cristã-Nova
Crime/Acusação: Judaísmo; Heresia; Apostasia
Naturalidade: Bragança
Situação Geográfica (Naturalidade): Bispado de Miranda
Morada: Bragança
Situação Geográfica (Morada): Bispado de Miranda
Código Idade: + Ou - 60 Anos
Pai: João de Sória, Mercador
Mãe: Isabel Pereira
Estado Civil: Viúva
Nome do Cônjuge: João Serrão, Tendeiro, Mercador, Rendeiro

Mais vítimas da inquisição

Maria Fernandes de Aguilar

Maria Fernandes de Aguilar nasceu cerca de 1611 declarando a 24.12.1664 ter 55 anos de idade. Presa nos cárceres da inquisição de Évora acusada de judaísmo.

Casou com Diogo Mexia, «o bonito», cristão-velho morador em Campo Maior em 1664, filho de Francisco Mexia e de sua mulher Isabel Fernandes referidos acima.

Catarina Rodrigues Cacela

Resumo dos processo inquisitórios contra a família Chaves

LUÃS DE CHAVES, mercador, trapeiro, ou paneiro, natural de Múrcia, (Castela – Espanha), vivia em Trancoso em 1639 e em 1642 já era casado com INÊS NUNES ou Rodrigues, natural do Teixoso ou de Múrcia, filha de Jerónimo Nunes, paneiro e mercador e de Beatriz Rodrigues.

Resumo do processo inquisicionista contra Leonor Rodrigues

Leonor Rodrigues, teve processo na Inquisição (Coimbra, proc. 881), a 09/11/1663-10/03/1685, acusada de Judaísmo; Heresia; Apostasia. Casou em 26 de Julho de 1645 com Ãlvaro Guterres Pacheco.

Resumo do processo inquisicionista contra João

Estatuto Social: Cristão-Velho; Pastor
Crime/Acusação: Proposições heréticas
Naturalidade: Celorico (da Beira)
Situação Geográfica (Naturalidade): Bispado da Guarda
Morada: Torre de Moncorvo
Situação Geográfica (Morada): Arcebispado de Braga
Código Idade: + Ou - 24 Anos
Pai: Afonso Gonçalves, Lavrador
Mãe: Isabel Pires
Estado Civil: Solteiro
Data da Prisão: 31/10/1597

Resumo do processo inquisitório contra Beatriz Henriques

Estatuto Social: Cristã-Nova
Crime/Acusação: Judaísmo; Heresia; Apostasia
Naturalidade: Torre de Moncorvo
Situação Geográfica (Naturalidade): Arcebispado de Braga
Morada: Vila Flor
Situação Geográfica (Morada): Arcebispado de Braga
Pai: António Henriques
Mãe: Filipa Rodrigues
Estado Civil: Casada
Nome do Cônjuge: João Lopes, Tratante
Data da Prisão: 01/12/1583

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