Artesanato de Madeira de Oliveira em Bethlehem, Beit Sahur e Beit Jala

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O Artesanato Cristão de Bethlehem é conhecido no Mundo inteiro, ele é principalmente adquirido pelas ruas da Cidade Santa de Jerusalém, em Bethlehem, Hebron, Jericó, Nazaré, Jaffa, Acre e Tiberíades.

Nossa equipe esteve visitando quatro fábricas de artesanato de madeira de oliveira, conversando com seus proprietários, e conhecendo o processo onde pedaços de galhos são transformados aos poucos em mercadorias que são vendidas mundo a fora.

Existem muitas "carpintarias" como a que pode ser vista nas fotos aqui em Bethlehem, mas em Beth Sahur, o vilarejo onde está o campo dos pastores, elas remontam cerca de 90% dos negócios familiares das famílias árabes. Tanto cristãos quanto muçulmanos trabalham neste ramo, porém as quatro pequenas indústrias que visitamos pertenciam a famílias de cristãos.

A tradição de fazer o artesanato começou no século IV EC, sob o domínio bizantino em Belém - que continua a ser a principal cidade que produz este tipo de mercadoria, isso teria ocorrido após a construção da Igreja da Natividade sob ordem de Constantino e sua mãe, Helena. Foram os monges ortodoxos gregos que ensinaram os moradores locais a esculpir na madeira de oliveira.

A arte se desenvolveu e se tornou uma grande indústria em Belém e cidades próximas como Beit Sahour e Beit Jala durante os séculos XVI e XVII, quando artesãos italianos e franciscanos em peregrinação à região - agora sob o domínio dos otomanos - ensinaram os moradores a esculpir. Desde então, a tradição foi passada de geração em geração e é dominada pelos descendentes dos escultores locais originais.

Hoje, a arte continua a ser uma importante fonte de renda para os residentes cristãos árabes de Belém e é o produto turístico mais rentável da cidade, com os principais compradores sendo peregrinos cristãos visitando na época do Natal. A madeira de oliveira é esculpida em forma de cruzes, caixas, quadros, capas para livros sagrados, históricos e antigos, castiçais, rosários, urnas, vasos e enfeites de Natal, bem como cenas da Sagrada Família.

De uma forma em geral, os moradores da Bethlehem e Beit Sahur são bastante receptivos, os cristão são bem abertos e os muçulmanos se recusam em aparecer diante das câmeras fazendo esculturas e artesanato para cristão. Uma visita em Belém e Beit Sahur deve ser acompanha com a compra de alguma lembrança da região, não precisa ser de uma imagem, pode ser de um coração de madeira de oliveira ou uma inscrição de um versículo da Bíblia. Qualquer compra estará ajudando no sustento das famílias que dependem deste comércio para sobreviver.

Não esqueça também de deixar uma palavra de benção e motivação, quem sabe você não será um instrumento do Eterno para falar ao coração de alguém que precisa, lá na Terra Santa.

Desde Sião,

Miguel Nicolaevsky, Diretor do Cafetorah.com

 

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