Estados Unidos deixará a UNESCO seguindo os passos de Israel

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Segundo o site de notícias Foreign Policy - Política Estrangeira, os Estados Unidos planejam, basicamente, retirar-se da UNESCO, a organização cultural, científica e educacional das Nações Unidas em Paris, para protestar e economizar fundos que ele vê como o viés anti-Israel da organização. O Estado de Israel já havia mencionado que tomaria posições cada vez mais radicais em relação a instituição e que as verbas para a organização que demonstra se mais uma agência pró-palestina seriam completamente reduzidas. Porém uma retirada oficial ainda não foi anunciada por Israel.

O movimento, que poderia ser anunciado já na próxima semana, marca o novo distanciamento de uma organização que o governo americano ajudou a estabelecer depois da Segunda Guerra Mundial para ampliar o acesso à educação e assegurar o livre fluxo de idéias. Os Estados Unidos manterão sua presença na UNESCO como um estado observador.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, tomou a decisão há várias semanas e disse ao presidente francês, Emmanuel Macron, que Washington estava pensando em deixar uma reunião com o presidente Donald Trump, no final de setembro, à margem da Assembléia Geral da ONU. Macron estava buscando o apoio de Trump para um candidato francês que buscava um melhor trabalho na UNESCO. O Departamento de Estado queria atrasar sua partida até que a UNESCO selecionasse um novo diretor-geral nesta semana. Os principais candidatos são o ex-ministro francês da cultura, Audrey Azoulay, e um diplomata do Qatar, Hamad bin Abdulaziz Al-Kawari. O candidato da China, Qian Tang, viu a sua candidatura desmoronar. "Esperamos que os EUA tome a decisão de permanecer na UNESCO", disse Francois Delattre, embaixador da França na ONU, em entrevista na quarta-feira.

Esta não é a primeira vez que o governo americano retirou-se da UNESCO, isto ocorreu durante a administração Reagan em 1984, no auge da Guerra Fria, alegando a corrupção e o que considerava uma inclinação ideológica para a União Soviética contra o ocidente. A difusão do comunismo estava no auge naqueles anos. O presidente George W. Bush voltou à organização somente em 2002, sob a alegação que os livros anti-ocidentais e anti-israelitas tinham sido retirados.

Mas há seis anos, os Estados Unidos cortaram mais de 80 milhões de dólares por ano, cerca de 22% de todo o orçamento para a UNESCO, em represália pela aceitação da Palestina como membro. O governo Obama disse que teve que cortar fundos porque uma lei dos anos 90 proíbe o financiamento para qualquer agências reconhecem a Palestina como um estado. Apesar do corte no financiamento, os Estados Unidos continuam sendo membros da UNESCO e até votaram no conselho executivo, que seleciona o novo diretor-geral. Estas informações foram divulgadas pelo site Foreign Policy.

Tudo indica que a principal motivação americana na realidade são as últimas decisões da UNESCO que negam o direito histórico e cultural de Israel a Cidade de Hebron e o Monte do Templo em Jerusalém. A UNESCO sob a administração atual está tentando reescrever a história em uma agenda claramente pro-palestina, o que fere não somente a ética internacional mas também marca uma política tendenciosa e agressiva contra Israel.

O Estado de Israel e os Estados Unidos estão juntos em uma frente contra os movimentos que toleram o terrorismo e incentivam grupos terroristas como o Hezbollah, o Hamas e a Fatah, todos de origem palestina a fazerem requisições através da violência e terrorismo.

Meses atrás a Embaixador dos Estados Unidos da America na ONU, Nikki Haley já havia declarado o descontentamento do governo americano sobre diversas decisões tendenciosas da assembléia contra o Estado de Israel. Nikki Haley também demonstrou o descontentamento com as decisões tendenciosas e pró palestinas em relação a Cidade de Hebron e o Monte do Templo em Jerusalém, o que chamou de um verdadeiro absurdo e uma tentativa grosseira de reescrever a historia que toda a humanidade conhece.

Nikki Haley já havia declarado que os Estados Unidos da America iria repensar sobre sua posição em relação a UNESCO, e agora, a decisão parece estar vindo as pressas. Se esta notícia publicada pelo Foreign Policy tiver fontes seguras, estamos diante de uma mudança radical na política americana em relação a ONU e a UNESCO em especial.

 

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