Iran está treinando 80.000 guerreiros contra Israel na Síria

80.000 guerreiros contra Israel - Dani Danon, o Embaixador de Israel na ONU fez uma declaração surpreendente esta semana na Organização das Nações Unidas. Segundo informações que chegaram a Israel, o Iran está treinando 80.000 guerreiros mercenários contra o país.

Os números apresentados por Danon foram aceitos mundo a fora. Asharq al-Awsat, Sputnik, O Novo Árabe, O Daily Star no Líbano e muitos outros meios de comunicação também relataram isso.

Oitenta mil milicianos estão sendo apoiados e financiados pelo Irã na Síria e eles afetam toda a região. Esta é uma preocupação para os países que se opõem à disseminação da influência iraniana.

Dani Danon chamou esses combatentes de "extremistas de todo o Oriente Médio que são membros de milícias xiitas na Síria que estão sob controle iraniano".

Quem são esses combatentes?

Segundo Aymenn Jawad al-Tamimi do Fórum do Oriente Médio (Middle East Forum), estes "80.000 parece mais com o número de estrangeiros e sírios em vários grupos que estão trabalhando com os iranianos na Síria." Isso incluiria membros da Divisão Fatemiyoun e os seguidores da Brigada Zainab, xiitas recrutados entre Afeganistão e Paquistão, bem como combatentes do Hezbollah e membros das forças de defesa locais.

O Hezbollah faz com que seus combatentes entrem e saiam da guerra da Síria para dar-lhes licença no Líbano. Suas forças podem ser de 5.000 a 8.000 de uma só vez na Síria nos últimos anos. Como eles não podem ser financiados em uma guerra contra Israel, recebem salário para fazer guerra na Síria. Este número também inclui os iranianos que lutam ao lado do governo Assad contra a oposição na Síria.

As informações divulgadas por Dani Danon foram analisadas e publicadas no Jerusalem Post e são assustadoras

As origens do programa de treinamento iraniano estão no recrutamento de iranianos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica para funções consultivas na Síria. Em dezembro de 2015, haviam 500 conselheiros em treinamento, de acordo com um artigo na Foreign Policy(Política do Exterior). O Maj.-Gen. Qassem Suleimani procurou expandir a missão, e trouxe voluntários de "todos os seis ramos da Guarda Revolucionária do Irã." Havia tantos recrutas entre 2013 e 2015 que tinham de formar muitos deles de distância. Em maio de 2016, cerca de 700 iranianos morreram na Síria.

Em novembro de 2017, a rede iraniana de combatentes xiitas na Síria havia crescido enquanto o exército do líder Bashar Assad havia sofrido baixas. "O Hezbollah libanês foi o um dos primeiros a chegar, depois os Guardas Revolucionários Iranianos, os afegãos, paquistaneses, yemenitas e milícias xiitas iraquianas estão entre os combatentes que o Irã vem contando em ganhar o controle na Síria", argumentou um relatório da Chatham House. O Irã preferiu xiitas estrangeiros porque achou as Forças de Defesa Locais são menos confiáveis. Estes incluíram os iraquianos da Brigada Abou Fadel al Abbas que viajou para a Síria antes de 2014 para ajudar a defender o santuário xiita Sayyida Zeynab perto de Damasco.

Um artigo no Instituto de Estudos do Oriente Próximo de Washington, em fevereiro de 2018, de Jackson Doering, revelou que a estimativa dos combatentes do Hezbollah mortos na Síria era de 1.214 em seis anos de combates. Milhares de xiitas do Afeganistão e do Paquistão teriam sido mortos, além de centenas de iranianos e iraquianos.

A maior preocupação com essas milícias não é apenas o fato de estarem ligadas ao Irã, mas estão criando raízes. "As milícias iranianas no sul estão mantendo o território que conquistam em vez de entregá-lo ao regime", afirmou Doering. Ou seja, mais uma guerra entre países está a caminho, mais sangue será derramado em vão.

Para o Governo de Israel em Jerusalém, estes números são uma grande preocupação, principalmente se esses combatentes forem dirigidos contra o Estado de Israel. Além da ameaça de bases de treinamento iranianas tão próximas. Tamimi argumenta que há um pouco de exagero na alegação de Danon que estes 80.000 estão próximos de Israel, mas algumas horas de viagem de ônibus e tudo pode mudar para pior.

Infelizmente o Mundo ainda está fechando os olhos para as atividades terroristas iranianas a partir da Síria, mas esta situação poderá se transformar em uma bola de neve, e a resposta militar das Forças de Defesa de Israel poderão acabar sendo muito duras. Se isto vier a acontecer, será tarde demais para o Mundo lamentar. Em contra partida, a continuidade de forças americanas na Síria poderia manter o equilíbrio das forças na região, e as milícias financiadas pelo Irã pensariam vinte vezes antes de avançar. Mas se Donal Trump retirar suas tropas, a situação poderá ficar caótica.

Desde Sião, Miguel Nicolaevsky

 

Fonte: Jerusalem Post,  Middle East Forum - Foto Ilustração, combatentes americanos, PixaBay

1 responder
  1. Giovana Reis
    Giovana Reis says:

    Infelizmente as guerras para atrapalhar os festejos e conquistas.

    Mais culpas de sangue entre descendentes.

    Infelizmente guerrilhas sanguinárias e mais

    soldados a morrer por causa injustas

    Temos parentes entre soldados norte –

    americanos. A misericórdia divina liberte

    as almas. Adiante nova paz e noa guerras

    entre descendentes por falta de espiritualização

    entender que na terra tudo é passageiro.

    Responder

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