Programa A Bíblia Viva em Midiã, Edom e Nabatéia – I Parte

A Primeira Parte do Programa A Bíblia Viva em Midiã, Edom e Nabatéia mostra as imagens de uma longa jornada desde Jerusalém, passando pelo Deserto da Judéia, o Mar Morto, a Cidade de Eilat nas margens do Mar Vermelho, passando por Acaba na Jordânia, cruzando o deserto de Midiã e Edom, passando pelo Wadi Rum e chegando as montanhas de Petra.

A Região do Wadi Rum é onde estão localizadas as mais altas montanhas da Jordânia, onde vivia a antiga civilização de nômades dos midianitas e posteriormente os beduínos, os povos do deserto.

Foi nesta região onde segundo a tradição que viveu Jetro, o sogro de Moises, e daqui o maior de todos os profetas do Povo de Israel partiu com seu rebanho para o Sinai, onde se encontrou face a face com Adonai, o Deus de Israel.

Desde Wadi Rum até Petra fica o território dos Edomeus, os descendentes de Esaú. Segundo a Bíblia eles eram os habitantes do Monte Seir, onde segundo muitos acadêmicos, está localizado nas montanhas orientais de Petra.

Nas montanhas ocidentais está localizado o Monte Hor, conhecido nos dias de hoje pelo árabes da região como Jebel Nebi Harun, ou seja, Monte do Profeta Arão. Não se pode ver a montanha desde Petra, mas sim da estrada principal que passa pelas montanha orientais. A vista para o Monte Hor em dias claros, permite também a visão do vale da savana seca em Israel, conhecido também em português como Arabá, ou Aravah em Hebraico.

Em Hebraico, Hor HaHar, tem um significado especial, é um pequeno monte sobre um grande monte, o que pode ser visto em nossas imagens, mas em qual lugar teria sido realmente sepultado Arão, no cume superior ou no inferior. Bem, segundo a tradição árabe é no superior, mas de acordo com os costumes judaicos, é bem provável que ele tenha sido sepultado no inferior. Os judeus evitavam construir nos altos, pois isto se assemelhava aos hábitos dos cananeus, os povos da região.

Jebel Nebi Harun ou Monte Hor atinge em seu cume a altitude de 1350 m acima do nível dos mares, e quase 1780 m do nível do Mar Morto, a vista desde as montanhas orientais durante o por do sol é maravilhosa.

A Jordânia é um país composto basicamente de povos árabes, beduínos(árabes nômades), apenas 1% de Circassianos, 1% de armênios e menos de 1% de descendentes de moabitas.

Em nossa jornada passamos por Acaba, a maior cidade ao sul da Jordânia, um balneário muito visitado tanto por jordanianos quanto por estrangeiros. Acaba é o único porto do país as margens do Mar Vermelho que em Hebraico é conhecido como Yam Suf. O caminho entre Acaba e Wadi Rum é de apenas meia hora de viagem, e de Wadi Rum até Petra, apenas duas horas, mas depois que se deixa a rota 47 e dobra-se a esquerda rumo a Petra na rota 35, a estrada é bem estreita e perigosa, todo cuidado é pouco. Infelizmente a estrada 47 tem boas condições somente nos primeiros quilômetros, depois está muito esburacada. A estrada 35 tem menos buracos mas é muito estreita o que reduz bastante a velocidade da viagem.

Se deseja parar para tirar fotos e filmar, recomendo que procure lugares adequados para isso, pois parar na rota em si pode ser algo muito perigoso. O passeio para Petra pode ser feito em apenas um dia, mesmo parando em Wadi Rum, desde que a passagem pela fronteira tenha ocorrido logo cedo. Um passeio de 2 horas por Wadi Rum é o suficiente para curtir a região e ainda sobrar tempo para Petra. O roteiro de 1 dia ficaria assim. Passagem pela fronteira de Israel as 8:00 hs, viagem para Acaba e aluguel de carro até as 10:00, viagem para Wadi Rum mais 30 minutos e passeio de 2 horas até as 13:00 hs, viagem para Petra até as 14:30 horas, e mais 3 horas de caminhada em Petra(roteiro curto e caminhada calma), viagem de volta para Israel por mais 2 horas, 30 minutos para devolver veículo e passagem pela fronteira de Israel pouco antes da 20:00 hs. Ideal mesmo é fazer isto em dois dias, Wadi Rum no primeiro dia, Petra no segundo dia pela manhã.

Programa A Bíblia Viva - Quem foram os Edomeus

Edom (/ ˈiːdəm /; [1] [2] Hebraico: אֱדוֹם, Modern 'Edm, Tiberian' Eḏom, lit .: "vermelho"; Uduma; Syriac: ܐܕܘܡ) era um antigo reino na região da Transjordânia localizado entre Moab ao nordeste, a Arabá a oeste e o deserto da Arábia ao sul e ao leste. A maior parte de seu antigo território está agora dividida entre Israel e a Jordânia. Edom aparece em fontes escritas relativas ao final da Idade do Bronze e à Idade do Ferro no Levante, como a Bíblia Hebraica e os registros egípcios e mesopotâmicos. Na antiguidade clássica, o nome cognato Idumea era usado para uma área menor na mesma região geral, que se locomoveu mais para o Sul de Israel hoje.

Edom e Idumea são dois termos relacionados, porém distintos, relativos a uma população historicamente contígua, mas dois territórios separados, se adjacentes, que foram ocupados em diferentes períodos de sua história pelos edomitas / idumeus. Os edomitas primeiro estabeleceram um reino ("Edom") na área do sul da Jordânia moderna e mais tarde migraram para as partes do sul do reino de Judá ("Iduméia", quando Israel foi enfraquecido e quase destruído pelos babilônios, no século VI AC.

Edom é mencionado na Bíblia hebraica e também em uma lista do faraó egípcio Seti I em 1215 AC e na crônica de uma campanha de Ramsés III (r. 1186–1155 aC). Os edomitas, que foram identificados arqueologicamente, eram um povo semita que provavelmente chegou à região por volta do século XIV AC. A pesquisa arqueológica demonstra que o país floresceu entre os séculos XIII e VIII AC e foi destruído após um período de declínio no século VI AC pelos babilônios, juntamente com os judeus.

Após o fim do reino de Edom, os edomitas ou idumitas foram empurrados para o oeste em direção ao sul de Judá por tribos nômades vindos do leste; entre eles estavam os nabateus, que apareceram pela primeira vez nos anais históricos de forma organizada por volta do século IV AC e estabeleceram seu próprio reino no que costumava ser Edom, na primeira metade do século II AC.

Escavações arqueológicas mais recentes mostram que o processo de assentamento edomita nas partes do sul do Reino de Judá e partes do deserto de Negev até Timna havia começado já antes da destruição do reino por Nabucodonosor II em 587/86 AC, ambos por infiltração pacífica. e por meios militares e aproveitando o já debilitado Reino de Judá.

Uma vez expulsos de seu território, os edomitas se estabeleceram durante o período persa em uma área que compreende as colinas do sul da Judéia até a área ao norte de Be'er Sheva. Neste período o povo aparece sob uma forma grega de seu nome antigo, como Idumeus ou Idumaeans, e seu novo território foi chamado Idumea ou Idumaea (grego: Ἰδουμαία, Idoumaía; Latin: Idūmaea), um termo que foi usado nos tempos do Novo Testamento.

Tanto Herodes quanto seu pai Antipatro e seu avô eram considerados Idumeus que adotaram como religião o judaísmo, pelo visto, apenas por questões políticas, pois caso seu avô não o fizesse, poderia ter morto por Hircano, um dos reis Hasmoneus que governavam a Judeia então, da mesma família de Judas Macabeus.

Programa A Bíblia Viva - Quem foram os Nabateus

Localizado entre a Península do Sinai e a Península Arábica, seu vizinho do norte era o Reino da Judeia e seu vizinho do sul ocidental era o Egito. Sua capital era a cidade de Petra, localizada hoje na Jordânia, e incluia as cidades de Bostra, Saleh Mada'in e Nitzana. As principais cidades nabateias eram Petra na Jordânia, Avdat, Shivta e Mamshit em Israel.

Petra era uma cidade de rico comércio, localizada entre as mais importantes rotas comerciais. Uma delas era a "Rota do Incenso" que era baseada em torno da produção de mirra e incenso no sul da Arábia. Esta rota seguia desde Mada'in Saleh passando por Petra e chegando até o Porto de Gaza. A partir daqui os perfumes eram distribuídos em toda a região do Mediterrâneo. A agricultura era praticada intensivamente em certas áreas limitadas, e nas rotas que as conectavam.

A origens dos nabateus remontam a uma época em que eram haviam muitos pastores nômades no Negev e na Península do Sinai por volta do século IV AC. Seu nome porém se origina dos descendentes de Nebaiote na Bíblia. Nebaiote (em hebraico: נְבָיוֹת, N'bhayoth na pronúncia da Bíblia original ou Nevayot no hebraico moderno), é mencionado pelo menos cinco vezes no Veho Testamento, de acordo com o qual ele foi o primeiro filho de Ismael e o nome está entre os epônimos das tribos selvagens mencionadas no livro de Gênesis 25:13 e no livro de Isaías 60:7. Segundo os acadêmicos, foi Nebaiote que deu origem ao povo dos nabateus.

Sob o reinado de Aretas III entre 87–62 AC, o reino parece ter atingido seu apogeu territorial mas em 62 AC ele foi derrotado por um exército romano sob o comando de Marco Emílio Escauro. Hircano foi enviado como embaixador para Aretas e negociou um acordo de paz no qual Aretas concordava em pagar um tributo de trezentos talentos para manter seu reino. O reino viu-se lentamente cercado pela expansão do Império Romano, que conquistou o Egito, a Síria e anexou a Judeia. Apesar do Reino Natabeu conseguir preservar a sua independência formal, tornou-se um reino sob a influência do Império Romano.

Em 106, durante o reinado do imperador romano Trajano, o último rei nabateu, Rabel II Sóter, morreu. Este evento provavelmente levou a anexação oficial do reino ao Império Romano, embora as razões reais, e a forma exata de anexação, são desconhecidas. Algumas evidências epigráfica sugerem uma campanha militar, comandada por Cornélio Palma, governador da Síria. O reino foi anexado pelo império e tornou-se a província de Arábia Pétrea, mas o comércio continuou em grande parte como antes.

Um século mais tarde, durante o reinado de Alexandre Severo, a emissão local de moedas foi encerrada, desde então não houve mais construção de túmulos suntuosos, aparentemente devido a alguma catástrofe súbita, como uma invasão pelo novo poder do Império Sassânida. A cidade de Palmira, por um tempo foi a capital do rebelde Império de Palmira, que cresceu em importância e atraiu o comércio árabe longe de Petra.

Desde então a cidade começou a sucumbir. Depois de um terremoto que praticamente destruiu a cidade em 363 DC, a importância de Petra entrou em declínio. Em 1812, o explorador suíço Ludwig Burckhardt descobriu as ruínas da cidade, abrindo caminho para outros exploradores.

Programa A Bíblia Viva - A Fama Mundial de Petra

A cidade de Petra ganhou fama mesmo no filme Indiana Jones e a Grande Cruzada, uma produção americana de aventura, dirigida por Steven Spielberg e baseado em uma história de George Lucas.
O filme que contou com atores famosos como Sean Connery interpretando o pai de Indiana, Dr. Henry Jones, e o próprio Indiana Jone, Harrison Ford no papel principal, e outros membros do elenco em destaque que incluiam Alison Doody, Denholm Elliott, Julian Glover, River Phoenix, e John Rhys- Davies. No filme, ambientado em grande parte, em 1938, Indiana procura por seu pai, e o Santo Graal que foi raptado por nazistas.

Muitas cenas foram gravada em Petra, o filme foi a melhor propaganda que o local já recebeu, o que levou a cidade ao conhecimento Mundial, milhões de pessoas visitam o local todos os anos. Em 2007 Petra também foi nomeada como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, o que ajudou ainda mais ao turismo na região.

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