Síria, Irã e Hezbollah de Mãos Atadas

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Nas últimas semanas ocorreram alguns ataques a diversas posições militares na Síria. O Estado de Israel somente confirmou a destruição de baterias anti-aéreas sírias e uma base das forças iranianas que tinham depósitos de armamento de longo alcance da República Islâmica do Irã. Na última semana porém, vem ocorrendo na Síria alguns ataques que ninguém sabe quem está realizando.

Desinformação da Agência de Informação da Síria

O que era normalmente aceitável, agora está se tornando extremamente vago, a Agência de Informação da Síria que divulgava os casos anteriores, sempre sabia informar ou pelo menos tentava acusar algum lado pela responsabilidade do incidente. Nos últimos dias a desinformação é total, ao que tudo indica isto se deve ao fato de Israel ter destruídos os radares da Síria.

Entre a Marreta e a Bigorna

A falta de identificação dos responsáveis pelos ataques na Síria demonstra que o país não têm de fato um governante. Ninguém tem mais interesse no governo de Assad, na realidade ele se tornou um peso, inclusive para a Rússia e o Irã. O Irã por sua vez vai tentar manter a aparência de ser o "poderoso chefão" do Oriente Médio, mas depois da surra que levou dos Caças F-35 de Israel, eles sabem que a casa deles em Teerã está em risco.

Rússia, os Jogos da Copa e a Falta de Dinheiro

Em termos de Rússia, só existem uma coisa que interessa aos seus governantes, o dinheiro, mais nada. Os russos não se preocupam com política internacional, não se preocupam com fama, não se preocupam com direitos humanos, não se preocupam os o crescente número de mortos na Síria, eles se preocupam apenas em saber o quanto terão lucro com o problema dos outros.

A aparente movimentação de navios e submarinos nucleares da Rússia para a costa da Síria no Mediterrâneo só tem um objetivo, jogar mais um pouco de poeira afim de cegar os sírios enquanto continuam comprando mercadoria barata e tecnologia ultrapassada de Moscou. A falta de dinheiro por causa do afastamento da Rússia da Europa e dos Estados Unidos poderá levar o país a um colapso econômico, pois já está vivendo a beira do mesmo desde que se alinhou com o "Eixo do Mal" que inclui Irã, Síria e Coréia do Norte.

A falta de dinheiro vai continuar, mesmo com o clamor do governo de Assad para que a Rússia forneça as baterias anti-aéreas mais avançadas que o país tem, a S-300, Putin e seus colegas sabem que ele não vai pagar a conta que custaria bilhões aos cofres públicos. Nem mesmo o Irã pode ser fiador de quantias como estas. Além disso, se Israel saber que estas baterias chegam em solo sírio, no dia seguinte elas não existem mais, os caças F-35 não são detectáveis por nenhum sistema de radar, elas seriam completamente destruídas, e o prejuízo seria de bilhões de dólares.

Rússia está ocupada demais com a Copa do Mundo e não tem tempo para o chororô de Assad. Por enquanto vão continuar aceitando as migalhas que chegam da compra de armamento leve da Síria, pois estes valores eles sabem que Assad pode pagar.

Israel ou Coalisão Americana

A agência de direitos humanos da Síria, a Syrian Human Rights Watch, informou que 12 membros das forças leais ao regime de Assad foram mortos na noite passada em um ataque atribuído às forças de coalizão lideradas pelos EUA. Ele disse que nenhum dos mortos era de origem iraniana ou libanesa.

Segundo a organização, o ataque ocorreu na área de A-Bukhmal, na fronteira síria-iraquiana, uma área freqüentemente atacada pelas forças da coalizão e que estão sob o controle do Estado Islâmico (ISIS).

Durante a noite de quinta-feira, 24 de Maio de 2019, foram ouvidas explosões no aeroporto de Adba, na província síria de Homs. O Aeroporto estão não muito longe da fronteira Síria - Líbano.

O Centro Sírio para os Direitos Humanos informou que os mísseis atingiram os depósitos de armas do Hezbollah perto do aeroporto de Homs. Seis mísseis foram disparados no aeroporto de Adaba e em seus arredores na parte sudoeste do distrito de Homs e danificaram armazéns de armas libanesas pertencentes ao Hezbollah".

As autoridades de segurança dos EUA negaram qualquer conexão com o ataque noturno atribuído à coalizão pela agência de notícias oficial síria e pelos sites de notícias do Hezbollah. Parece que o Hezbollah prefere culpar um inimigo como os Estados Unidos do que dizer que sua defesa é estéril diante das Forças de Defesa de Israel. Se o Hezbollah declarasse que foi Israel quem atacou, teria que "explicar" ao povo libanês e seus comparsas o porque o grupo que vive ameaçando "exterminar" a "entidade sionista" é incapaz de se defender e de responder aos seus ataque.

Síria, Líbano, Hezbollah e Irã estão de mãos atadas

A Guerra Psicológica exercida pelo Estado de Israel desde a última semana é mais eficaz do que os mísseis que destroem as bases na Síria e em Gaza. Desde o ataque que Israel realizou na Síria destruindo as baterias anti-aéreas da Síria, as bases do Irã e os depósitos de armamento de longo alcance, o Irã, Líbano, Síria e Hezbollah entenderam que estão em cheque mate. Para complicar ainda mais a situação, foi a primeira vez que uma autoridade militar do Estado de Israel, o chefe da Força Aérea, declarou publicamente que a IDF foi quem fez o serviço.

Durante anos o Estado de Israel evitava assumir a responsabilidade por ataque esporádicos, mas desta vez foi diferente, o que estava por detrás da declaração era a Guerra Psicológica. Entre outras palavras, a Força Aérea de Israel estava dizendo: "Não joguem pedras, pois o telhado de vocês é de vidro". O Hezbollah no Líbano, o Governo de Assad e as Forças do Irã na Síria podem ser alcançadas pela Força Aérea de Israel, sem que eles tenham como se defender.

 

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