Turquia esconde o Genocídio Armênio

Top Banner eTeacher

O Estado de Israel é o único país democrático que abriga em paz os armênios no Oriente Médio, eles vivem no país e são considerados cidadãos plenos. A Cidade Santa, Jerusalém tem o Quarteirão Armênio, e nele seus principais lugares santos. O Povo da Armênia é muito querido pelo Povo de Israel, mas são odiados pelo governo da Turquia. Veja a seguir o que o governo da Turquia preferiria esconder debaixo do tapete:

O Genocídio Armênio pelos Turcos

Também conhecido como Holocausto Armênio, ou Massacre Armênio e, tradicionalmente, como Medz Yeghern (em armênio: Մեծ Եղեռն; "Grande Crime"). Este evento foi o extermínio sistemático pelo governo Turco Otomano de seus súditos armênios, eles eram uma minoria dentro de sua pátria histórica. Naquela época a Armênia se encontrava no território que constituia o império da Turquia. O número total de pessoas mortas como resultado do genocídio é estimado entre 800 mil e 1,5 milhão. O dia 24 de abril de 1915 é considerado a data do início dos massacres, quando as autoridades otomanas caçaram, prenderam e executaram 250 intelectuais e líderes comunitários armênios em Constantinopla.

O genocídio foi realizado durante e após a Primeira Guerra Mundial e executado em duas fases: a matança da população masculina sã através de massacres e sujeição de recrutas do exército para o trabalho forçado, seguida pela deportação de mulheres, crianças, idosos e enfermos em marchas da morte que levavam ao deserto sírio. Estes eram sistematicamente levados por escoltas militares, os deportados foram privados de comida e água e submetidos a roubos, estupros e massacres periódicos. Outros grupos étnicos nativos e cristãos, como os assírios e gregos otomanos, também foram igualmente perseguidos pelo governo Turco Otomano e seu tratamento é considerado por muitos historiadores como parte da mesma política genocida.

A maioria das comunidades armênias que surgem após a diáspora deste povo por todo o mundo são um resultado direto do genocídio armênio feito pelos Turco Otomanos, os mesmo que Erdogan glorifica e se compara, tal como eles, ele também é o genocida.

O genocídio armênio é reconhecido como tendo sido um dos primeiros genocídios modernos, ele ocorreu antes mesmo do Holocausto nazista. Estudiosos apontam para a forma organizada em que os assassinatos foram realizados a fim de eliminar o povo armênio, e é o segundo caso mais estudado de genocídio da história, logo após o Holocausto. O Holocausto foi promovido pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, afim de exterminar os judeus e outros povos e minorias que consideravam como páreas da sociedade ariana.

A Turquia, o Estado sucessor do Império Otomano, nega o termo "genocídio" como uma definição exata para os assassinatos em massa de armênios, que começaram sob o domínio otomano em 1915. Nos últimos anos, o governo turco tem enfrentado seguidas reivindicações para reconhecer o episódio como um genocídio. Até o momento, 29 países reconheceram oficialmente os assassinatos em massa como um genocídio, uma visão que é compartilhada pela maioria dos estudiosos e historiadores deste período histórico.

O Domingo Vermelho

O Domingo Vermelho foi a noite em que os líderes dos armênios da capital otomana e depois de outros centros, foram presos e enviados para dois centros de detenção perto de Ancara, pelo então ministro do Interior Mehmed Talat, com sua ordem, em 24 de abril de 1915. Estes armênios foram posteriormente deportados com a aprovação da Lei Tehcir em 29 de maio de 1915. A data de 24 de abril, Dia da Memória do Genocídio, relembra a deportação dos notáveis armênios da capital otomana, em 1915, como a precursora para os eventos que se seguiram. Na sequência, eles foram levados à força ao interior do país e selvagemente assassinados.

A Batalha de Van

Em 19 de abril de 1915, Jevdet Bei exigiu que a cidade de Van entregasse de imediato 4.000 soldados, sob o pretexto de recrutamento. No entanto, ficou claro para a população armênia que seu objetivo era massacrar os homens capazes de Van, de modo a não lhe deixar defensores, depois iriam massacrar toda a cidade.

Jevdet Bei já havia usado uma ordem oficial por escrito em aldeias próximas, ostensivamente para procurar armas, de fato ele usou a ordem para massacres.

Os moradores de Van tentaram ganhar tempo, eles ofereceram 500 soldados e dinheiro para isentar o restante do serviço. Jevdet acusou-os de rebelião e declarou que iria esmagá-los a qualquer custo, dizendo:

Se os rebeldes dispararem um único tiro, eu vou matar cada cristão homem ou mulher e (apontando para o joelho) todas as crianças, até esta altura.

Em 20 de abril de 1915, o conflito começou quando uma mulher armênia foi perseguida e dois homens armênios que vieram em seu auxílio foram mortos por soldados otomanos. Os defensores armênios protegeram 30.000 residentes e 15.000 refugiados em uma área de cerca de um quilômetro quadrado do bairro armênio e subúrbio de Aigestan, com 1.500 fuzileiros armados com 300 fuzis, pistolas e 1.000 armas antigas. O conflito durou até que o general russo Nikolai Yudenich veio para resgatá-los.

Marcha da Morte no Genocídio Armênio

Além de terem exterminados milhares de armênios em território turco, o governo Turco Otomano obrigou os que restaram, mulheres e crianças, deixarem o país. Este incidente é chamado de Marcha da Morte. Milhares de mulheres e crianças foram deportadas debaixo de escolta pesada para o deserto da Síria. Muitos morreram antes de encontrar abrigo.

Na foto acima pode-se ver um dos casos de morte como esse, a mulher armênia está ajoelhada ao lado de uma criança morta em um campo, ao fundo guardas de segurança, não muito distante de Aleppo na Síria.

Queima de Armênios pelos Turcos Otomanos

Eitan Belkind, que infiltrou-se no exército otomano como um oficial e foi designado para o quartel general de Kemal Paxá declarou ser testemunha da queima de pelo menos 5.000 armênios. Além do oficial Eitan Belkind, o tenente Hasan Maruf, do exército otomano, descreveu como os habitantes de uma aldeia foram reunidos e depois queimados.

O Genocídio Armênio e o Estado de Israel

Como relatei antes, o Estado de Israel é o lar de muitos armênios que encontraram aqui na Terra Santa e na Cidade Santa um abrigo das atrocidades dos Turcos Otomanos. Infelizmente o Governo de Israel ainda não reconheceu em lei e publicamente o Genocídio Armênio. Minha esperança é que a deterioração das relações diplomáticas entre Israel e a Turquia venha a levar o governo a tomar esta decisão. Ao reconhecer o Genocídio Armênio em nada será afetado a questão do Holocausto Nazista em relação ao Povo de Israel, ao contrário, mostrará quão grande é a solidariedade dos dois povos um para com o outro.

Nos últimos anos crescem os pedidos de israelenses para que o Governo de Israel reconheça oficialmente o genocídio armênio, é impossível negar os fatos históricos. É necessário também que este incidente grave da história da humanidade seja ensinado em todas as escolas do Mundo.

eTeacher Banner Central